"Tirar do poço da memória a água pura que nele vive"
ANTÓNIO CÂNDIDO

António Cândido Ribeiro da Costa nasceu em Fridão, a 29 de março de 1850, e faleceu em Candemil, a 24 de outubro de 1922. Amarantino ilustre, ficou conhecido pelo nome próprio e sobrenome e ainda pelo cognome «Águia do Marão», que lhe terá sido atribuído por Camilo Castelo Branco. Cursou Teologia no Seminário Conciliar de S. Pedro de Braga (1867-1870), onde foi ordenado diácono e presbítero. Licenciou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra em 1877, tendo-se doutorado no ano seguinte e ascendido a lente substituto em 1881 e a lente catedrático de Direito penal uma década depois. Desempenhou os principais cargos políticos e institucionais do país: deputado (1879, Amarante; 1884; Coimbra; 1887, Aveiro); ministro do Reino (1890-1891); par do Reino (1891-1910) e presidente da Câmara dos Dignos Pares (1905); conselheiro de Estado (1901-1910); e Procurador-geral da Coroa e da Fazenda (1896-1910). Foi membro do Instituto de Coimbra, vice-presidente da Academia Real das Ciências e foi distinguido com a grã-cruz da Ordem de São Tiago do Merecimento Científico, Literário e Artístico e as insígnias da Ordem de Carlos III de Espanha.

Marco Rodrigues

É um dos nomes maiores do Fado. Em 1982 nasceu em Candemil, Amarante, conta com uma carreira sólida e intensa de mais de 20 anos, dois prémios da Grande Noite do Fado, um Prémio Revelação Amália Rodrigues, duas nomeações aos Grammys Latinos, cinco álbuns em nome próprio, partilhas em disco e em palco com nomes conceituados como Mariza, Carlos do Carmo, Fernando Alvim, Boss AC, Mafalda Arnauth, Maria Gadú, Diogo Piçarra e Marisa Liz, o reconhecimento do público e da imprensa em Portugal e no estrangeiro, atuações lotadas em salas de toda a Europa, América Latina e Angola e a direção artística do Café Luso e da Adega Machado, em Lisboa.